O LIVRE-ARBÍTRIO – 21/06 – PÉRSIO
Desde o momento em que o Espírito, no processo evolutivo, conseguiu alcançar a capacidade de pensar, a fim de agir de maneira consciente, o livre-arbítrio liberou-o dos automatismos naturais a que se encontrava submetido, sem o discernimento para as atividades pertinentes ao seu crescimento intelecto-moral.
Essa admirável conquista dentro do determinismo superior ensejou-lhe, a partir daquele instante, a capacidade de experimentar a vivência das emoções enobrecidas, embora ainda exista predomínio dos instintos que são inerentes à sua condição de humanidade.
Foi-lhe facultado ensejo de eleger o Bem ao invés do Mal, logo que a psique experimentou a fissão inevitável, separando as duas expressões da vida que se encontram ínsitas no ser.
Compreendendo que o bem é tudo aquilo que está concorde com as Leis de Deus, que proporciona alegria de viver, tranquilidade emocional e bem-estar, pode superar a inclinação para o mal, esse atavismo que o vem arrastando pelo sorvedouro das reencarnações repetitivas, sem conquistas relevantes.
Orientado pela consciência do que deve fazer, sempre que lhe seja facultado realizá-lo, pode operar com segurança os mecanismos internos de que se encontra possuído, avançando na conquista de novos e mais elevados patamares morais.
Procura reflexionar com cuidado antes de tomares decisões em relação aos problemas e desafios que se te apresentam em cada instante.
Não ajas em decorrência do impulso, pura e simplesmente quando surpreendido pelas ocorrências afligentes.
Busca analisar os efeitos da tua decisão e modera a forma como os enfrentarás.
Muitos males podem ser evitados, quando a paciência, o comedimento, a coragem da fé contribuem para o discernimento de como comportar-se nesses momentos desafiadores, enquanto a irreflexão, o orgulho ferido, o egoísmo direcionam a conduta para verdadeiros desastres…
O respeito pela vida impõe serenidade em cada fase do seu desenvolvimento e os fenômenos psicológicos de alto risco merecem tratamento especial, de maneira a proporcionar saúde e paz, em vez de transtornos e desaires.
Desencadeada a ação os efeitos de imediato se apresentam, inevitáveis.
Ninguém impelido à prática do mal, à permanência no vício, no erro e nos empreendimentos perturbadores, sem chance de evitar-lhes a injunção penosa. Desde que se alcançou a faculdade de pensar e de decidir, mesmo que sob os camartelos do sofrimento, a decisão deve firmar-se nas Leis de Amor que vigem em toda parte e que todos os seres humanos sentem, mesmo quando não conseguem entender.
Um valioso recurso encontra-se à disposição de toda criatura sincera, no momento em que se aturde com os fatos desastrosos, com as surpresas desagradáveis, com os impositivos penosos da existência, que é a oração, capaz de propiciar ligação psíquica com as forças vivas do Universo, com a Divindade, que providencia socorros imediatos, enviando respostas seguras e as forças necessárias para o êxito do enfrentamento.
Quando alguém ora, abrem-se lhe os campos Psíquicos, que se tornam dúcteis aos registros celestes.
Todos são livres para pensar e para agir, desde que as leis lhes facultem a atividade. Nada obstante, ninguém pode fugir as consequências da sua escolha, do seu arbítrio.
A vida é um ato de amor do Genitor Divino, merecendo ser considerada com elevação e respeito, a fim de que se coroe de frutos sazonados de paz e de Progresso.
Cada conquistador avança no rumo da sua eleição, pagando o preço da aventura, do empreendimento.
De igual maneira, utiliza-se do recurso extraordinário do livre-arbítrio para não mais comprometer-se com o erro, o crime, a infelicidade.
Estás destinado a plenitude. Começa a experimentá-la desde agora nas suas primeiras expressões.
Fonte: Vitória sobre a Depressão, Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Angelis. Capítulo 12 págs. 83 a 87.






