AS BÊNÇÃOS DA ALEGRIA
A mensagem de Jesus é toda feita de alegria.
Ele pode ser chamado como o desbravador do país dos júbilos, oferecendo largamente os tesouros do amor de Deus aos tristonhos viandantes da Terra.
Francisco de Assis, ao segui-Lo, passou a ser cognominado como Irmão Alegria, Cancioneiro de Deus.
Isto porque o Evangelho, que é a boa nova do reino, é todo uma formulação poética de felicidade, ensinando a maneira segura de vencer-se o abismo da ignorância, saindo-se da treva para a luz, em contínua renovação interior sob as bênçãos da alegria.
Podem defini-la aqueles que eram desdenhados, expulsos do convívio social hipócrita e rigoroso do seu tempo, porque pobres, homens da terra, equivocados de vários matizes pelos pecados cometidos e pelas transgressões aos injustos estatutos legislativos eram recebidos por ele, que compartilhava das suas aflições e falava-lhes de esperança e de igualdade, após o arrependimento dos seus erros e a mudança de atitude em relação à vida.
Acolheu-os a todos que se lhe acercaram, ensejando-lhes a perfeita compreensão da valorização das horas e do significado existencial, da oportunidade que fruíam de poder ser felizes, embora a situação humilhante que vivenciavam.
Nunca se envergonhou de conviver com eles, os infelizes, de conceder-lhes a orientação renovadora, o acesso à verdade, de compartilhar o pão e a amizade, produzindo uma incomum revolução dos costumes vigentes, atitude essa que lhe exigiu a doação da vida no madeiro infamante da cruz que dignificou…
Jesus é o exemplo mais elevado que se conhece do amor e da alegria de viver, tendo conseguido desmistificar o Deus dos Exércitos, apresentando-O como o Pai todo amor e misericórdia, que se rejubila quando um excluído se renova e reabilita-se, estando perdido e sendo encontrado pela sua ternura…
Esse Pai, a que ele se refere em toda sua mensagem, é o mais extraordinário exemplo de progenitura de que se tem notícia.
Jamais censura ou pune, nunca exige ou atormenta, concedendo sempre a oportunidade de refazimento àquele que se compromete com as divinas leis, esperando compassivamente a sua identificação com a verdade.
Jamais se enfastia e sempre espera com incomum generosidade, porque o Seu é o amor incondicional perfeito.
Quando se compreende o ensinamento do Mestre a respeito desse sublime amor, a alegria toma conta do coração e o ser humano todo exulta, modificando as estruturas do seu pensamento e da sua conduta.
Retorno, pois, ao lar paterno é a proposta da bênção da alegria, após a deserção e o abandono do compromisso de trabalho e edificação espiritual que a todos compete.
Somente assim será possível a experiência libertadora da alegria que proporciona saúde e paz.
Fonte: Entrega-te a Deus, Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.






